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sábado, 22 de setembro de 2012



Dar é bom. Na hora. Durante um mês. Para as mais desavisadas, talvez por anos. Mas dar 
é dar demais e ficar vazia. Dar é não ganhar. É não ganhar um "eu te amo" baixinho, perdido 
no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te 
abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro 
abraço de Ano Novo e pra falar: "Que cê acha, amor?". Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre,
dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse 
sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você 
flutuar o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua."


É triste amar tanto e tanto amor não ter proveito. Tanto amor querendo fazer alguém feliz.
Tanto amor querendo escrever uma história, mas só escrevendo este texto amargurado.É triste 
saber que falta alguma coisa e saber que não dá pra comprar, substituir, esquecer,implorar.
É triste lembrar como eu ria com ele.